CineFRASE da semana – Orson Welles
Canal : Curtas em 23.out, 2009
“O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho.”
(Orson Welles)
Casamento de Rachel – O simples pode ser magnífico.
Canal : Cinema Falado em 20.out, 2009
Lex Parsimoniae – “entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem” (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade).
Navalha de Ockham – mais simples é a melhor.
Olá amigos cinenautas,
Hoje redescobri que o simples pode ser magnífico. Comovente, divertido, forte e suave assim é o filme o Casamento de Rachel estrelado pela belíssima atriz Anne Hathaway (Kym)(indicada ao Oscar de melhor atriz).
De um conhecido diretor de filmes de ficção (Jonathan Demme)(Sob o domínio do mal) O Casamento de Rachel é um inesperado passeio pelo cotidiano de uma família marcada por fortes dramas pessoais.
Uma história simples sobre uma Irmã viciada que enfrenta os problemas de ressocialização e aceitação da família (marcada diretamente por um acontecimento fatídico) que retorna ao lar no final de semana do casamento de sua irmã Rachel (Rosemarie DeWitt). Sem muita firula na direção e no roteiro este é um filme realmente que incomoda. Os diálogos são intensos e fortes, sem serem apelativos ou caricatos e seu ritmo é bem consistente
Precisei rever o filme quase que imediatamente depois para ter certeza do que havia visto. E o melhor de tudo ? ele é simples. Atores atuando, diretores dirigindo, câmeras filmando. Sem artifícios cinematográficos, sem efeitos especiais… Um daqueles filmes que nos faz lembrar por que gostamos tanto de cinema.
Marcelo Guedes – Equipe Cinema na Web
CineFRASE da semana – Pedro Almodóvar
Canal : Curtas em 16.out, 2009
“Ser director de cine en España es como ser torero en Japón.”
(Pedro Almodóvar)
Estômago
Canal : Cinema Falado em 13.out, 2009
Olá amigos cinenautas,João Ferreira - Equipe cinema na web
Olá amigos cinenautas,
Vamos abrir nosso apetite com um delicioso filme nacional chamado Estômago (2007), direção e roteiro do Marcos Jorge, que fala da aventura de um nordestino ao se lançar em busca da oportunidade na capital.
Bem amigos, além de uma fantástica história com um desfeche fabuloso, temos uma grande atuação de João Miguel, o Raimundo Nonato, cujo apelido passa a ser o Alecrim. Na cadeia onde foi parar devido a um crie passional, o Alecrim com sua arte de cozinhar consegue vantagens dentro da cela, se torna amigo do dono da cela e respeitado por seus companheiros.
Além de tratar da velha história da busca do sonho da fortuna, o filme nos dá uma belíssima aula de gastronomia com um linguajar de fácil entendimento e muito adequando a proposta do filme. Vale a pena conferir esse filme, na realidade tão pouco comentado, mas que volto a repetir, finaliza com um toque de mestre.
Cebola, alhos, alecrim e outros temperos são apenas ingredientes para essa grande trama.
Abraços cinematográficos
João Ferreira - Equipe cinema na web
6ª Edição do Festival Internacional Cinema de Salvador
Canal : Curtas em 08.out, 2009
“A 6ª Edição do Festival Internacional Cinema de Salvador, promovido pelo Grupo Saladearte com patrocínio da Vivo e Governo da Bahia, através do Fazcultura, este ano tem como mote Cinema e Mídias Móveis. De 8 a 22 de outubro, a programação ocupa cinco espaços do Circuito Saladearte – Cinema do Museu, Cinema da UFBA, Cine ViVO, Cinema do MAM e Cine XIV – com mostras de filmes, oficinas, mesas-redondas e sessões especiais. A abertura oficial do evento acontece dia 8, às 20h, na novíssima Saladearte Cine ViVO (Shopping Paseo-Itaigara).
O Festival Internacional Cinema de Salvador é uma verdadeira maratona cultural de cinema e vídeo realizada anualmente, tendo a objetivo de trazer ao público baiano um vasto painel do cinema feito hoje no mundo, sem perder de vista a cinematografia nacional.” …
Fonte : Portal Ministério da Cultura. Veja reportagem completa : www.cultura.gov.br/site/2009/…
Visite site oficial www.saladearte.art.br/festival/
Gran Torino – Conceitos e preconceitos.
Canal : Cinema Falado em 05.out, 2009
Olá amigos Cinenautas,
Hoje vou falar sobre o filme Gran Torino, um drama de 2008 dirigido por Clint Eastwood. Bem, advirto de cara que não esperem uma maestria como foi o Menina de Ouro. O mais interessante do filme é a volta de Clint como ator principal, ja que fazia um bom tempo que ele não aparecia frente as câmeras.
O filme fala de um americano polaco, veterano da guerra da Corea, Sr. Kowalski, um baita patriota que vive conflitos internos e com sua família, um cara amargo, racista ao extremo que atribui tudo de ruim no seu pais aos imigrantes, mas que com o decorrer do filme passa a se livrar desses problemas. Isso acontece quando ele conhece e começa a conviver com uma familia chinesa, uma comunidade Hmongs (etnia chinesa) e em especial com o jovem Thao ao qual decide ajudar depois de flagra-lo tentando roubar o seu Ford Gran Torino 1972, como iniciação para o garoto entrar em uma gangue da região.
O filme passa uma bela mensagem de que com a convivência podemos rever nossos conceitos e preconceitos e aceitar ao próximo.
Abraços cinematográficos.
João Ferreira – Equipe Cinema na web
CineFRASE da semana – Federico Fellini
Canal : Curtas em 05.out, 2009
“Cinema-verdade? Prefiro o cinema-mentira. A mentira é sempre mais interessante do que a verdade.”
(Federico Fellini)
Extra… extra… Blade Runner – Dias Perigosos.
Canal : Loucos por Cinema em 02.out, 2009

Acabei de assistir quatro horas de documentário sobre o filme Blade Runner - O Caçador de Andróides. Isso mesmo amigos cinenautas, quatro horas de material. Incrível, toneladas de informações para aqueles que realmente se dizem apaixonados pela arte de fazer filmes.
Começamos em 1975 com Hampton Fancher, Jim Maxwell pensando em produzir um filme de ficção científica. A idéia iniciou com o livro de Philip K. Dick, “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, que em 1978 Brian Kelly, amigo de Hampton, comprou os direitos do livro por cinco mil dólares. A batalha de se produzir um filme tinha começado, a criação de um bom roteiro.
Robet Mitchum foi o primeiro nome que surgiu para assumir o papel do policial Rick Deckard. Entre os nomes a serem escolhidos tinhamos Dustin Hoffman, Peter Falk, Al Pacino, Nick Nolte e Burt Reynolds. Dustin foi o mais cotado, sendo até entrevistado por Ridley Scott (diretor escolhido para assumir o projeto). Por fim, Barbara Hershey sugeriu, a Hampton, que fosse Harrinson Ford, que na época estava nas filmagens de um novo filme chamado “Os Caçadores da Arca Perdida”. Ainda somos levados a escolher Rutger Hauger, Sean Young, Daryl Hannah, Joanna Cassidy entre outros para o elenco.
Ridley é conhecido no mundo do cinema por considerar os sets de filmagens como um “ator coadjuvante”. Isso fica claro quando Syd Mead é contratado para “desenhar o futuro”. Esse capítulo, Desenhando o Futuro, é um show aos nossos olhos.
A verdadeira batalha se inicia ao começar as filmagens. Auge da Tempestade: Produção I e Vivendo com Medo: Produção II, nos mostra que ser diretor de um longa é trabalho para poucos, nesse aspecto Ridley Scott nasceu para isso.
Blade Runner, foi o último filme de ficção científica da nossa geração que não utilizou imagens geradas por computador, tudo foi feito pelo processo analógico. Incrível, assistindo o filme, olhamos e não acreditamos que não exista bits e bytes cravados nas imagens que são mostradas.

Se vocês acham que depois de milhões de frames gravados em kilômetros e kilômetros de películas o trabalho acabou, longe disso, só está começando. Em Precisando de Magia: Edição e Narração, confirma o porque da existência de um prêmio do Oscar para a melhor Montagem, Trilha Sonora, Efeitos Sonoros, Fotografia.
Como podemos notar, uma aula de fazer filmes, de trabalhar com cinema. Fazemos um tour por todas as áreas da sétima arte. O que falei aqui foi apenas 0,01% to total de material que assisti. Cada capítulo tem em média 30 minutos, um material impecável que é obrigatório em qualquer coleção. Onde encontrei tudo isso? No box Edição Especial – DVD Triplo. No terceiro disco. É melhor correr e pegue logo o seu.
Abraços,
Luiz Carrera – Equipe Cinema na Web.
Casablanca – Melhor filme em 1943
Canal : Sr. Oscar em 30.set, 2009
Olá amigos cinenautas.
Hoje nosso papo é sobre o melhor filme romântico de todos os tempos. Casablanca, vencedor de 3 oscar sendo o de melhor filme em 1943. Este filme permanece na cabeça de todos que o assistiram, é quase uma unanimidade. Sem efeitos especiais ou qualquer outro adorno desnecessário, Casablanca é marcado pela excelência técnica de diretores, e atores.
Pra começar, o filme é um show de fotografia em preto e branco. O cenário (ou locação no caso) é um espetáculo a parte. A direção de Michael Curtiz (veja mais em http://www.imdb.com/name/nm0002031/) é muito bem segura, a trilha….. Inesquecível.
E as estrelas? O que falar de Bogart e Bergman? Provavelmente tudo seria redundante. Bonitos, charmosos, brilhantes? Não dá, não tenho nada de novo pra acrescentar.
Mas, vamos à sinopse oficial.
“A cidade de Casablanca, então localizada no Marrocos governado pela França de Vichy, era o penúltimo ponto na rota à América. Os refugiados que ali residiam necessitavam de um visto (Letter of transit) para Portugal, e apenas em Lisboa embarcariam em um navio para o Novo Mundo. E um dos locais de encontro era o bar Rick´s. Seu dono, Rick Blaine, é um homem que tenta não se envolver com a política, pois seu estabelecimento é freqüentado por todos os tipos de clientes, como nazistas, aliados e ladrões, entre outros. Rick também é amigo do corrupto Capitão Renault.
Um dia um major alemão vai a Casablanca em busca de um ladrão que havia roubado duas letter of transit. O casal que necessitava destes documentos para sua fuga à América era Ilsa Lund e Victor Lazlo, importante líder da resistência tcheca.
Rick e Ilsa se encontram e relembram o passado que tiveram juntos. Na tela, a música imortal deste relacionamento (As time goes by) é interpretada por Sam”
O filme tem os ingredientes que fazem as histórias de amor inesquecíveis. É quase uma receita de bolo. Um roteiro consistente, uma direção segura, uma trilha inesquecível (As Time Goes By), excelentes atores, uma paixão, uma aventura, sofrimento (sim, os grandes filmes de amor tem como pitada especial sofrimento) e a abnegação do amor pelo bem estar do amado (clichê, eu sei, mas no filme…). Tudo isso faz com que Casablanca seja um filme vencedor, atual e eterno.
Vou abrir mão de escolher cenas, falar do que gosto do que não gosto ou qualquer outro aspecto. Quero hoje apenas fazê-los recordar do grande filme (para os que já assistiram é claro) e despertar a vontade de assistir para os que ainda não puderam.
E ainda se esquecermos de tudo isso, é uma linda história de amor.
Recomendadíssimo. E não se surpreenda se volta e meia este filme lhe vier no pensamento e começar a cantarolar ”You must remember, this, A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh. The fundamental things apply As time goes by).
Marcelo Guedes – Equipe Cinema na Web
