O Lutador.
Canal : Cinema Falado em 17.ago, 2009
Grande filme, poderia ser expetacular, mas ficou no bom. É marcante, vou pensar nele por muito tempo, talvez até incluí-lo na minha lista pessoal de filmes, mas pecou.
A direção do filme conta com as mão e olhos habilidosos de Darren Aronofsky,o mesmo de Requiém para um sonho. Este por sinal, também um belíssimo filme, não deixem de assistir. Mas, hoje nosso papo é sobre o Lutador.
O filme retrata a história de Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke), ou o Carneiro, lutador veterano que por amor e dedicação ao seu “esporte” acaba envelhecendo sozinho. Perde o afeto da filha, se interessa por uma stripper (aqui a primeira ressalva, como é bom ver a Marisa Tomei em um papel forte, depois falamos dela) que em seus planos não envole nenhum tipo de relacionamento.
O Lutador vive dia após dia, sem perspectiva ou o sucesso e reconhecimento do passado tão glorioso e vê sua aposentadoria chegar em forma de um sério problema cardíaco. A stripper (agora sim) é brilhantemente interpretada pela Marisa Tomei. Forte, sexy, sedutora e quantos mais adjetivos você conseguir pensar.
Pela atuação dos dois, o filme já vale à pena. Porém, o final me frustrou um pouco, não por ser ruim, longe disso, mas por ser previsível. Esperei ser surpreendido, esperei errar, não aconteceu. O filme é muito bem amarrado em sua trama, tão amarrado, que se torna previsível.
A opção de câmera na mão, estilo documentário, também confere um charme especial ao filme principalmente nas cenas de luta (aqui uma segunda ressalva, Rourke se entregou tanto ao seu personagem, que de fato chegou a se machucar e se cortar de verdade (e propositadamente) em algumas cenas). A trilha é outro ponto de excelência.
Mas o que mais me chama atenção é que as histórias do personagem e do ator se misturam. ambos com grande sucesso nos anos 80, depois uma queda vertiginosa, e a chance do retorno em grande estilo. No caso do Rourke, a chance parecia vir com Syn City, mas não. Agora, próximo ao golpe final, acho que ele ganha esta luta.
Marcelo Guedes
Equipe Cinema na Web
17-08-2009 | 17:02
Pohh!! Apesar da sua “decepção” com o final do filme, fiquei com muita vontade de assistir.
Vou correndo pra locadora!
17-08-2009 | 17:15
O que são as associações comparativas. (Risos) Temos, Lobo, Dragão, Minotauro, T-Rex dentre outros, ou seja, uma boa gama de animais ferozes e mortais o que daria um bom apelido para nosso queridíssimo ator, nosso diretor, resolve o chamar de CARNEIRO?.
Nosso brilhante ator, ta merecendo fazer o remake do nove e meias semanas de amor, sendo que o diretor com sua extrema inteligência seguramente titularia esse remake de nove e meia semanas de terror. Esse cara vai explodirrrrrrrrr.
E não posso deixar de citar o brilhante final do filme que de tão brilhante matamos aos 15 minutos de película.
17-08-2009 | 18:45
Até agora não estou acreditando… estou tentando entender… desisto…
Estamos acompanhando Randy, “The Ram”, o Carneiro em sua estória, lado a lado; sentimos os passos pesados de Mickey Rourke, deformado, velho e ofegante, câmera na mão estilo documentário, bom, muito bom, velha maneira de fazer cinema, narrativa simples, muito simples, como deve ser.
Mas espera um pouco, tem algo de errado…
“Randy? Onde você vai?”
“Diretor o que você está fazendo?”
“Espera um pouco! Roteirista, somos cinéfilos espertos.”
“Produtor… Sr. Produtor? Quer mais um prêmio? Apenas isso?”
“Droga…”
Aconteceu mais uma vez. Não sei se fiquei com raiva do meu amigo que “gritou” o final da estória ou porque meu “eu” não queria acreditar no acontecido.
Bem, agora de cabeça fria tive a certeza que não foi nenhum dos dois.
Minha raiva?? Sim, é isso… “Como é duro ser tratado como ovelha… opsss… quer dizer, um carneiro.”
Abraços.