Cinema Falado
Percy Jackson & the Olympians
Canal : Cinema Falado em 15.mar, 2010
Olá pessoal estamos de volta depois de um longo período de férias.
Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief ( Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo ) filme extraído do primeiro livro da série, escrito por Rick Riordan e levado as telonas pelo director Chris Columbus, o diretor dos dois primeiros filmes de Harry Potter, diga-se de passagem os melhores ( os fãns vão me martar).
Bem para mim me deu a impressão de ter sido uma Harry Potter (com lentes de contacto) na Grécia antiga, rss… como aventura faz o género da molecada que gosta desse tipo de filme infanto, onde sabemos o começo meio e fim, por ser tão comum acho até que devamos cogitar um melhor fim para o filme, mas tudo bem como dizem: será uma continuação.
Apenas espero que não sigam a mesma fórmula de Harry, cada novo filme vai ficando pior.
Para quem gosta dos Deuses do Olimpo é uma pequena boa aula para identificar alguns, no mas, o que achei mais interessante foi o uso da nova logo animanda da 20th Century Fox no começo do filme.
João Paulo
Equipe Cinema na Web
Tinha que Ser você.
Canal : Cinema Falado em 14.nov, 2009
Já passou pela sensação de estar de diante de um filme e só pela sinopse saber tudo exatamente o que vai acontecer, como vai terminar aquela história ?
Lembra daquela voz interior dizendo “não pegue este filme, não vale a pena” ?
Sabe quando uma história é previsível, água com açúcar e não tem motivos pra arriscar assisti-la ?
Pois é, o filme Tinha que ser você é tudo isso e um pouco mais. A história neste caso é tão irrelevante que nem vou transcrever a sinopse. O filme é tão previsível que nem vou comentar. A minha voz interior também me avisou pra não alugar esse filme.
Só tem um, ou melhor, dois detalhes. Emma Thomspon e Dustin Hoffman.
Esse, caros amigos cinenautas, então é um estranho filme que tinha tudo pra dar errado, ser chato, água com açúcar você nunca na vida sequer pensar em alugar … mas que vale a pena assistir. Os dois protagonistas roubam o filme, ou melhor, são o filme. Eles são o melhor motivo para assisti-lo. Portanto, se você nunca assistiu um filme somente pelos atores, faça-o com Tinha que ser você.
È sério, você poderá ver como se salva um filme ruim com uma história fraca.
Marcelo Guedes – Equipe Cinema na Web
Evocando Espíritos – The Haunting In Connecticut
Canal : Cinema Falado em 14.nov, 2009
Olá amigos cinenautas, hoje trago para vocês o comentário sobre 92 minutos de sustos e bons arrepios, com o filme Evocando Espíritos (The Haunting In Connecticut), do diretor Peter Cornwell, filme de 2009.
Um filme de tirar o fôlego, com as típicas cenas de sustos. Para completar o filme é baseado em uma história real acontecida em Connecticut. Apesar de o filme ser de 2009, a história está ambientada em 1987, data do acontecimento real.
O filme está centrado em Matthew Campbell jovem, portador de um câncer e a busca de sua família por um tratamento para o garoto em um hospital referência. Essa busca acaba levando-os a alugar uma casa com um passado macabro que ao longo do filme vai se revelando, e pasmem, nos arrepia de cima a baixo. A casa era uma espécie de centro espírita onde ocorriam seções conduzidas por um médico meio louco que explora um menino que possui mediunidade ao extremo sem se preocupar com as conseqüências que estão por vir. Um belo filme de terror, que para o amigo cinenauta fã deste estilo não pode deixar de ver.
João Ferreira – Equipe Cinema na Web
Appaloosa – 2008
Canal : Cinema Falado em 13.nov, 2009
Uma cidadezinha apavorada por um bando de fora da lei, está é Appaloosa. O filme, que foi produzido em 2008, é o que trago para vocês hoje amigos cinenautas.
Pois bem, na minha infância lia muito as revistinhas de T-Rex, sempre fui um apaixonado por Western e Appaloosa é um belo filme, que me pegou de surpresa, pois o último que me tirou o fôlego foi o Tombstone (recomendo também para quem não viu).
O filme e a clássica história da cidade apavorada por bandidos, onde a população da classe alta, criadores, prefeito e bancários temem perder a direção da cidade. Eis que aparecem dois caçadores de recompensa, o Virgil Cole (Ed Harris) e o Everett Hitch (Vigo Mortensen), ambos com brilhante atuação, para por ordem em tudo, e prender o grande vilão da trama o Randall Bragg papel do ator Jeremy Irons. Ai vocês já podem imaginar o bang-bang geral.
Muito bom filme, dirigido, atuado e escrito por Ed Harris com 115 minutos do mais clássico Western, sem esquecer da magnífica calibre 8 de dois canos de Everett Hitch.
Contato – de 1997
Canal : Cinema Falado em 11.nov, 2009
O vazio do espaço é cortado pelo áudio de uma transmissão televisiva. “Fazemos compras e surfamos na web. Mas, ao mesmo tempo nos sentimos mais vazios… mais sós e isolados uns dos outros, do que em qualquer outra época. Tornamo-nos uma sociedade artificial…”
Em terra, em um silencioso e frio deserto, deitada no capô de seu carro e com o notebook ao lado, uma mulher se prepara para mais uma longa noite de vigília. Duas teclas são pressionadas, ao fundo vinte e sete antenas gigantes começam um longo movimento sincronizado de rotação. Ouvimos um pequeno zumbido acompanhado por uma leve estática - agora em close, o rosto da mulher com olhos fechados e com fones nos ouvidos – sua respiração começa ficar audível… não, espere, acho que é o pulsar do sangue em suas veias… não, não, acho que me enganei, parece que o coração dela que pulsa, ouvimos o sangue sendo bombeado por suas veias… não, não, espere… me enganei novamente… é estática, pulsante, metálica, cadenciada, martelando… cada vez mais alto, forte; segundos passam até que seus olhos se abrem, incrédula; tentamos ouvir o seu coração, abafado, disparado, adrenalina correndo no sangue, o gosto de cobre na boca; “Puta merda!!!” Fechando seu notebook e com um walk talk na mão, entra no carro e sai em disparada gritando coordenadas para seus companheiros de trabalho… o carro cada vez mais veloz, Ellie com os olhos na estrada, voz de comando para a base, e seus sonhos muito perto, muito perto.
O que fez Ellie explodir dessa maneira? O que nos move? Qual motivação? Qual o combustível? O que nos faz levantar de nossas camas todos os dias? Sonhos? talvez. Dinheiro? bem provável. Obrigação? uma droga, mas uma verdade. Sem opções? nem pensar, sempre temos opções. Programados e robotizados? uma verdade.
Tenho medo todos os dias que acordo, fico alguns segundo olhando para o teto branco, esperando. Uma resposta; minha resposta, meu “combustível”. Tenho medo de um dia não encontrá-lo, estaria perdido, para sempre. Ellie percorreu seu caminho, dia após dia, em busca de sua resposta. Não importava o que teria que enfrentar. Perdas dos entes mais queridos. Formação árdua no MIT. Corte de verbas no trabalho. Um mentor de caráter duvidoso. Preconceito dos amigos. O amor por um religioso. Jogo de poder. Um milionário maluco. Quem sabe até a morte. Mas no final, sentada dentro de sua esfera blindada, se lança, sem medo, de encontro a seu objetivo. “Estou pronta.”
Tudo ocorreu em um piscar de olhos, para uns. Para Ellie, 18 horas. Pouco importa se foram segundos ou horas. O importante foi sua aventura, sua trajetória, seus passos, mesmo que apresados e impulsionados pela combustão explosiva de seus desejos. “Small moves, Ellie. Small moves.”
Onde o encontramos? Esse “combustível” mágico. Talvez ele já exista esperando apenas uma fagulha para que a explosão se inicie, rápida, veloz como a luz; uma sensação mágica, embriagante e viciante que poucos conhecem. Ellie nossa pequena Spark… “Aqui fala W9GFO. Câmbio.” – apenas estática – ”Vou precisar de uma antena maior.” … sabe muito bem disso.
Abraços a todos,
Luiz Carrera – Equipe Cinema na Web
Outlander: Guerreiro x Predador
Canal : Cinema Falado em 06.nov, 2009
Segunda-feira, feriado, lá vou eu alugar uns filmes para assistir, afinal como bom cinenauta que sou, não poderia deixar de fazê-lo. Pouca coisa restou nas prateleiras, mas olhando com atenção um filme desperta minha curiosidade. Vejo nele escrito: dos mesmos diretores de “O senhor dos anéis”. Meu Deus, penso eu, deve ser bom, afinal para quem produziu uma trilogia daquelas, não ia se meter em qualquer coisa.
Pois bem meus queridos cinenautas, o filme titulado Outlander: Gurreiro x Predador, 2008 (ação e ficção científica) é o que vou falar hoje para vocês. Filme de Howard McCain, estrelado por James Caviezel grande ator de Paixão de Cristo de Mel Gibson, mas que nessa aventura, se torna um mero participante. O filme se passa na era Vicking, quando a aeronave de Kainan (James Caviezel) cai, não sabemos de onde. E com ele traz uma criatura alienigina que começa atacar as aldeias vikings. No decorrer da historia ficamos sabendo que a raça de Kainan, era de conquistadores e tinha acabado com o planeta dessas criaturas chamadas de Moorwen, ai começa a caçada e o previsto, matamos logo o final do filme.
Bem o filme está muito bem feito, é divertido como o genero sugere que seja, porém mais um filme corriqueiro. Assista apenas se está em um dia daqueles que deseja apenas ver um filme bem produzido mas sem pensar em nada sabendo que deixa a desejar muito no seu roteiro e na atuação de James Caviezel que devia deletar este filme de sua carreira.
João Ferreira – Equipe Cinema na Web
Pride and Glory
Canal : Cinema Falado em 04.nov, 2009
Olá amigos Cinenautas! O filme de que falarei hoje é um drama policial estrelado por Edward Norton e Colin Farrell que aborda o tema da corrupção dentro da polícia, corrupção esta que está ligada a drogas e roubo.
Pride and Glory teve sua estréia aqui no Brasil em Fevereiro de 2009, apesar de ter sido lançado em 2008. O trama fala sobre um código de honra de uma família de Nova York que fica abalada quando Ray Tierney (Edward Norton) descobre uma denúncia de corrupção envolvendo seu cunhado Jimmy Egan (Colin Farrell). As revelações sobre o caso mudam não somente a vida dessa família, mas também de todo o departamento de polícia da cidade, tendo em vista que Ray não participa desta rede de corrupção.
Não é um super filme! Porém, aborda temas que estão diretamente relacionados e que podemos facilmente identificar com casos que acontecem aqui no Brasil. É um filme com roteiro longo, porém muito bem escrito que nos deixa apegado à trama. Mas o que sem dúvida nos leva a escolhê-lo entre outros do mesmo gênero é de fato o personagem do Edward Norton, pois nos fica na lembrança a belíssima atuação em Clube da Luta, que não se repete neste longa. Mesmo assim para quem gosta do estilo policial/drama, vale a pena assistir.
João Ferreira – Equipe Cinema na Web
Watchmen – “Quem vigia os vigilantes?”
Canal : Cinema Falado em 27.out, 2009
Sempre fui fã incondicional de revista em quadrinhos. Como qualquer adolescente comecei a ler revistinhas apenas para passar o tempo. Depois da centésima aquisição e muitos aniversários, percebi que ali continha muito mais que uma simples diversão.
Textos bem elaborados, histórias bem contadas, personagens bem delineados, artes super requintadas mostra que essa forma de expressão é coisa séria, minando gradativamente o preconceito existente na cabeça daqueles que acham que essas páginas cheias de desenhos é coisa de preguiçoso e de cultura inútil. Algumas publicações considero melhores que muitos livros taxados como best-sellers da nossa literatura.
Hollywood, principalmente, tem aproveitado desse grande potencial para gerar conteúdo para seus filmes. Essa prática tem se intensificado nesses últimos anos. Crise criativa? Espero que não.
Superman, Batman, X-Men, Homem Aranha, O Quarteto Fantástico, Homem de Ferro, O Justiceiro, Demolidor, Elektra, Spirit, Thor, Capitão América, Homem Formiga, Os Vingadores, Whiteout, Astro Boy entre outras dezenas ou centenas de personagens e/ou histórias foram e estão sendo adaptadas para a grande tela.
Li Watchmen pela primeira vez, se não me engano em 1989. Um belo trabalho de Alan Moore e Dave Gibbons. Muitos cabelos brancos já adquirido, o tempo passa, quando soube que seria feita uma adaptação para o cinema, confesso que fiquei tentado em reler a HQ, pois lembrava pouca coisa dos personagens e de sua história. Mas respirei fundo e resisti a tentação; e que tentação. O que levou a essa resistência foram minhas decepções com alguns filmes, principalmente do meu personagem preferido, fiquei profundamente magoado pelo que fizeram a “Matt” Murdock, O Demolidor.
Valeu minha decisão. São quase três horas de filme. Muito bem escrito, produzido e acabado, uma bela adaptação. No total, uma obra impecável no que se propõe. Imortalizar nos braços da sétima arte a HQ que recebeu vários prêmios, entre eles: Kirby (hoje substituído pelo Prêmio Harvey); Will Eisner; Prêmio Hugo, concedido às melhores histórias de ficção científica ou fantasia – até hoje a única a receber; sem falar que consta na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time.
Não torça o nariz com essa minha colocação, principalmente os que não gostam de Zack Snyder como diretor. Não tenha preconceitos como os nossos pais tinham, ou tem, com os gibis velhos, amassados e guardados debaixo de nossa cama. Digo que depois de assistir o filme, muitos ficarão mais receptivos para novas possibilidades que a arte seqüencial acrescenta a nossa maneira de ver e interpretar o mundo.
Falando nisso, bateu a velha vontade de voltar a ler e colecionar gibis, fiquei nostálgico; mas começar por onde? Ler novamente Watchmen? Acho que não, prefiro por enquanto ficar com a versão cinematográfica, me deliciar um pouco mais.
Abraços a todos,
Luiz Carrera – Equipe Cinema na Web
SURROGATES (Substitutos) – O Second Life do futuro.
Canal : Cinema Falado em 24.out, 2009
The Sims uma brincadeira de criança, Second Life? do tempo de meus avós. A onda agora é Surrogates (Substitutos). Nunca ouviu falar? Então é melhor ficar conectado.
Surrogates são robôs criados a imagem, semelhança e “perfeição” dos seus projenitores, nós humanos. Você pode escolher entre sua imagem mais jovem uns 20 anos ou mulheres peitudas e lindas, homens musculosos e sarados, senhoras de cabelos brancos e pacatas, negros, brancos, asiáticos, altos, baixos, magros ou gordos, olhos, cabelos, unhas, pele, cada item ou acessório escolhido por você, comprou , levou e é só usar.
Mais de 98% da população mundial já está utilizando. E você? Está esperando o quê?
Nosso “substituto” sai pelas ruas para mais um dia de trabalho, caminhada, ir ao cinema, fazer compras, uma balada, conhecer amigos, beber, dar risadas ou ser assassinado brutalmente por um maluco desconhecido. Mas não se preocupe, seu Surrogate é que vai sofrer todas as conseqüências e você, em sua casa, livre de qualquer mazela de uma grande metrópole, ficará intacto. Será?
Esse é o cenário em que o detetive Tom (Bruce Willis) do FBI vive. Mas, a novidade termina nesse ponto.
Agora a história se transforma em um triller policial banal com direito a uma parceira fiel, um chefe durão, problemas em casa, assassinatos, um assassino maluco, tiros, perseguições, explosões, conspirações, uma mega empresa querendo dominar o mundo, até o velho enigma de quem é o vilão ou mocinho, nada de novo, uma pena.
O filme é uma boa diversão para o final de semana, comendo uma pipoca e tomando um refrigerante. Sim, sim… é legal ver Bruce Willis uns 20 anos mais novo, mesmo sendo um robô.
Abraços a todos,
Luiz Carrera – Equipe Cinema na Web
Casamento de Rachel – O simples pode ser magnífico.
Canal : Cinema Falado em 20.out, 2009
Lex Parsimoniae – “entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem” (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade).
Navalha de Ockham – mais simples é a melhor.
Olá amigos cinenautas,
Hoje redescobri que o simples pode ser magnífico. Comovente, divertido, forte e suave assim é o filme o Casamento de Rachel estrelado pela belíssima atriz Anne Hathaway (Kym)(indicada ao Oscar de melhor atriz).
De um conhecido diretor de filmes de ficção (Jonathan Demme)(Sob o domínio do mal) O Casamento de Rachel é um inesperado passeio pelo cotidiano de uma família marcada por fortes dramas pessoais.
Uma história simples sobre uma Irmã viciada que enfrenta os problemas de ressocialização e aceitação da família (marcada diretamente por um acontecimento fatídico) que retorna ao lar no final de semana do casamento de sua irmã Rachel (Rosemarie DeWitt). Sem muita firula na direção e no roteiro este é um filme realmente que incomoda. Os diálogos são intensos e fortes, sem serem apelativos ou caricatos e seu ritmo é bem consistente
Precisei rever o filme quase que imediatamente depois para ter certeza do que havia visto. E o melhor de tudo ? ele é simples. Atores atuando, diretores dirigindo, câmeras filmando. Sem artifícios cinematográficos, sem efeitos especiais… Um daqueles filmes que nos faz lembrar por que gostamos tanto de cinema.
Marcelo Guedes – Equipe Cinema na Web